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A TEORIA E A PRÁTICA ANDAM DE MÃOS DADAS? 

Por Gilmar Duarte

É comum ouvir que na teoria é uma coisa, mas na prática não funciona. Se verdadeiro, será que está certo? É possível existir algo no mundo dos negócios que só funcione na teoria?  

Nos primeiros anos da escola e possivelmente nos anos seguintes são apresentadas inúmeras teorias sem que o aluno consiga visualizar a utilização prática das mesmas.

Na matemática são abundantes; fórmula de Bhaskara (equação do nível médio), raiz quadrada e o número pi (π); já na gramática têm-se os fonemas, afixos, interjeição, concordâncias etc.; também a famosa teoria física da relatividade geral de Einstein, de grande importância, mas pouca compreensão naquela época e ainda hoje, e muitas outras de diferentes áreas do conhecimento.

Será que as teorias ministradas pelos competentes educadores nas mais variadas escolas do mundo são apenas brincadeira para ocupar alguns anos da vida das crianças e adolescentes, que do contrário poderiam ficar à toa no mundo, coisa que certamente pioraria o desenvolvimento da mente?

É sabido que as inúmeras teorias não são compreendidas por todos, pois cada pessoa se especializa em uma área.

O engenheiro compreenderá as mais diversas teorias da matemática, escritores e professores necessitarão das regras da gramática e assim ocorre em todas as atividades. 

Os contadores observarão e confirmarão que a teoria de que todo débito equivale a um ou mais créditos de valor igual é verdadeira e necessária, coisa que as pessoas comuns não compreendem o significado e a aplicabilidade. 

Esta introdução tem a finalidade de abrir as mentes para dissociar que teoria e prática não andam juntas e quando isto acontece a conclusão é simples: a teoria está errada! 

Quando algo funciona bem na prática os estudiosos tentarão compreender o funcionamento para explicá-lo em sala de aula. Muitas vezes as experiências podem ser replicadas em laboratório, onde o entendimento fica muito mais fácil. 

Os contadores sempre tiveram - muitos ainda têm - dificuldades para definir com segurança o preço de venda, ou seja, os honorários dos serviços prestados. 

Isto é coisa do passado, pois graças a alguns estudiosos, e tive a honra de estar entre eles, foi desenvolvida uma forma prática para resolver este impasse. Para esta tarefa é necessário formar o preço de custo e venda da hora trabalhada e manter o controle do tempo aplicado nas tarefas. Esta é a teoria para explicar sua aplicabilidade e naturalmente parece impraticável. 

A teoria da precificação dos serviços contábeis vem sendo amplamente apresentada em eventos por todo o Brasil e ao menos dois livros tratam do tema: “Honorários Contábeis” e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços”. Diversos softwares foram desenvolvidos para facilitar a prática da teoria, como o CTPres, Pier, Proced etc. 

É difícil abrir novos clientes e muito fácil perder os atuais devido à forte competição. Portanto, o empresário contábil precisa de ferramentas que permitam conhecer até onde poderá chegar com os preços, senão fica tudo no “achômetro”, o que pode colocar a perder oportunidades que pareciam inviáveis. 

Empresário contábil: conheça a teoria da precificação dos honorários contábeis e experimente colocá-la em prática. Você vai descobrir que, neste caso, as duas andam de mãos dadas, portanto é verdadeira.

Gilmar Duarte é palestrante, contador, diretor do Grupo Dygran, autor dos livros "Honorários Contábeis" e “Como ganhar dinheiro na prestação de serviços” e membro da Copsec do Sescap/PR.


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