Honorários Contábeis - Guia Prático para Fixação

FIXAÇÃO DE HONORÁRIOS CONTÁBEIS 

Júlio César Zanluca - Contabilista e Coordenador do Site Portal de Contabilidade

 

Uma grande dor de cabeça dos contabilistas é a adequada fixação de seus honorários contábeis junto à clientela.

 

Perguntas passam pela cabeça do profissional, entre as quais:

 

- Estou fixando honorários compatíveis com o nível dos serviços, dos conhecimentos exigidos e dos investimentos realizados e a realizar no meu escritório?

- Este novo cliente exigirá maiores recursos e investimentos?

- A fixação de um honorário acima do valor de mercado prejudicará a captação de futuros clientes no meu escritório?

- Qual o lucro que devo ter em minha atividade?

- O que poderei cobrar como acessório (RAIS, DIRF, etc.) na contratação?

 

Observe que não compete aos CRCs o estabelecimento de valores a serem cobrados sobre os serviços prestados pelos profissionais de contabilidade.

 

O tabelamento de honorários contábeis é feito pelos sindicatos estaduais da categoria. Por questão de ética profissional, cabe aos contabilistas seguir tais tabelas como piso mínimo de seus honorários.

 

Nos contratos de serviços contábeis, que sempre devem ser estabelecidos por escrito, além dos honorários mensais, é praxe a inclusão de uma cláusula atribuindo ao contratante a responsabilidade pelo pagamento de um adicional anual, geralmente correspondente ao valor de uma parcela mensal, para fazer face a trabalhos extras próprios do período final do exercício, tais como o encerramento das Demonstrações Contábeis anuais, Declaração de Rendimentos da Pessoa Jurídica, elaboração de informes de rendimento, elaboração da RAIS, elaboração da folha de pagamento do 13º (décimo terceiro) salário, elaboração da DIRF, etc.

 

Eu recomendo uma análise regular dos honorários contábeis praticados, visando adequá-los a uma efetiva realidade. Afinal, se você investiu no seu escritório, precisa ter um retorno razoável (sugiro pelo menos 20% de lucro sobre a receita de serviços).

 

Não esqueça de computar nos custos contábeis o seu próprio trabalho (pró-labore mínimo). Afinal, você também precisa ser remunerado. Minha sugestão é que pesquise ofertas de empregos na sua região, para cargos que envolvem sua competência e qualificação profissional, e fixe o valor de seu próprio custo com a média da pesquisa, não esquecendo de acrescer 1/12 de férias + 1/3 férias + 1/12 de 13º, além do FGTS (8%), para compor a remuneração efetiva.

 

Exemplo:

Oferta salarial média apurada: R$ 4.000,00

Férias (1/12) R$ 333,33

1/3 Férias R$ 111,11

13º (1/12) R$ 333,33

FGTS (8%) R$ 320,00

Total do Custo de Mão de Obra (pró-labore mínimo): R$ 5.097,78.

 

Acrescente a este valor todas suas despesas fixas do escritório, como: assinatura de periódicos e publicações fiscais, água, luz, telefone, internet, salários e encargos sociais e trabalhistas, aluguel, depreciação de máquinas e equipamentos, custos de treinamento, amortização e locação de softwares, publicidade, material de expediente, impostos e taxas (anuidade CRC, alvará, contribuição sindical), etc.

 

Não esqueça do lucro: à soma de todos os custos, acrescente um percentual de ganho mínimo que espera obter na sua atividade.

 

E, finalmente: não subestime seus honorários. Trate de orçar (e cobrar) um valor coerente, baseado no montante de serviços que o cliente demandará. Empresas que optam pelo lucro real, por exemplo, exigem muito mais atenção, cuidados (conciliação, SPED Contábil, etc.) do que outra que opta pelo lucro presumido.

 

Conheça a obra Guia para Fixação de Honorários Contábeis.


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